segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Lerê

"Porque já estou cansada de ser o remédio, pra curar o seu tédio, quando seus amores não lhe satisfazem''

sábado, 27 de outubro de 2012

Dedicaram-me

"Tu merece alguém que abra os olhos diariamente e pense: ‘cara, eu 

tô com ela, eu sou o namorado dela!’. Que goste da tua boca, do teu 

ombro, do teu cabelo bagunçado, do teu calcanhar, da tua cintura, 

das tuas mãos, do cheiro da tua pele, das sardas do teu rosto. E isso 

vai acontecer naturalmente ao você se dar conta de que tu é bonita, 

no âmago e na lata. Um dia serás o amor da vida de alguém, do 

jeitinho que tu é. Acorde hoje e repita: ‘eu sou bonita’."


— Gabito Nunes  (via poetas-suicidas)

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

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"Eu ensino amor. Permita-se, eu digo, seja livre dos conceitos alheios e encha o peito de verdades, sinta. E quando finalmente compreendem o que estou dizendo, compartilham isso com outra pessoa. Entregam meu amor, o amor que eu criei, para alguém mais simples e de riso fácil, que não se sente só no meio dos outros. Tudo bem, eu entendo. Porque é chato ficar perto de quem nunca se satisfaz. É cansativo lidar com tanta melancolia. Mas tem mais que isso dentro de mim. Tem um cansaço que só quer um colo pra se desfazer. É isso, minha cura é um abraço. Dois braços, um coração, e o que mais vier junto."

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

►↓♀♪

Mais uma vez tá aí você, sonhando acordada, sentada
Olhando o tempo passar sem esperar por nada
Ou esperar por tudo que esteja por vir
Calada, ouvindo aquela voz que não cansa de repetir
Na sua mente, dizendo pra correr atrás
Mas ela mente, eu digo não corra demais
Porque talvez ele seja aquele bom rapaz
Mas talvez não, talvez só queira te passar pra trás

terça-feira, 16 de outubro de 2012

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Estava hoje pensando,não existe momentos ou pessoas muito ruins/chatas,nós que não tiramos a essência necessária para tudo fluir melhor.

domingo, 14 de outubro de 2012

Deixa quieto

Hoje estou com uma insuportável forma 'meio-termo'.Não suporto isso.
Tô puxando pra calmaria e furacão.Não estou aguentando muito isso,sabe...ultimamente tô querendo ter um foco maior ,certas prioridades,mas estou deixando certos assuntos grudar na mente,o que não é nada bom!Sacanagem isso de pensar 'coisas' que não fazem bem pra alma.Não vim hoje pra falar muito,apesar que escrever aqui me conforta,apesar de não ser muito boa em expressar o que sinto,sou ótima para sentir tudo intensamente(saco).Tem certos momentos que não estou preparada para ouvir críticas,encontros inesperadas,notícias bombantes,enfim ...espero que esses momentos apareçam quando realmente estiver preparada,momentos que sinto inferior as coisas,é terrível,não quero abaixar a cabeça pra nada,muito menos levantar demais o nariz,só quero encarar olho a olho,como deve ser.Tô pirando!Deixa quieto.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

A espera

Hoje estava pensando um pouco sobre ' a espera'...devo ter falado algo sobre esse assunto antes,mas hoje quero falar novamente,reforçar um pouco!
Acho que toda angustia ou sofrimento que passamos, tem um pouquinho de esperar demais algo .
A gente,aliás ,eu acredito tanto no que as pessoas fazem ou dizem que no final to bobona acreditando que esta pessoa vai fazer tudo lindo sempre,esperando demais,sentindo demais.O engraçado que sinto isso meio que calada, na minha,porque o que se passa vem de mim,daqui de dentro,não cobro mas espero,espero que as coisas aconteçam ,mesmo sabendo que nada funciona da maneira que esperava ou programava.Devo estar um pouco confusa, porque faz tanto tempo que não espero nada de ninguem,que quando alguma minúscula coisinha acontece que eu quero não acontece, a espera cresce.Mas isso de não esperar é tudo de BOM,não há tristeza,e tudo que acontece de modo não esperado é novidade e surpresa.É,percebo que preciso me reeducar novamente,antes algumas coisas estavam fluindo bem melhor.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

( )

Tinha esquecido do perigo que é colocar o seu coração nas mãos do outro e dizer: toma, faz o que quiser.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Como queria saber o que se passa na cabeça dos outros!
Tô meio indignada com o que as pessoas dizem ou fazem .
Acreditar no outro é muito difícil,como saber se este faz de boa fé,de coração,com verdades?
É muito fácil dizer eu te amo,porque falar é simples mas sentir de fato que complica tuudo.
Porque você mente tão bem,pra que mentir depois de tanto tempo. (?)
AAAAAAAH..deixa pra la,hoje amanheci totalmente indignada,com raiva,e não irei escrever mais sobre o que tô sentindo hoje,porque desabafar é bom,mas esses sentimentos não me levará a nada que preste,somente tristeza.
Só deixo um pensamento 'de uma pessoa' que só quer ser feliz:'Não maltrate meu coração,eu quero verdades,sorrisos e amor,só'..é pedir demais?

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Situações e crescimento

Já tinha um tempo bom que queria postar algo que tô sentindo aqui,mas acho que não encontrava palavras para expressar.Mas hoje ,logo que entrei no #tumblr encontrei uma frase que foi o desfecho de muita coisa que penso.:Certas situações a gente tem que passar para crescer.”É simplesmente isso,as pessoas vivem falando que tudo tem seu tempo,tudo tem um motivo para acontecer e blablabla...quando a gente passa por situações difíceis é complicado entender a intensidade dessas palavras,mas depois que a maré abaixa e tudo se tranquiliza as verdades aparecem,(pelo menos na maioria das vezes)!Teve um tempo que estava duvidando até de mim mesma...só precisava de um ombro amigo e algumas palavras que me fizessem esquecer pelo menos por alguns segundos ,só que por me fechar demais não dei espaço pra que isso ocorresse,passei por cima de tudo isso tentando esquecer quem e o que me fez passar por isso,mas percebi que era impossível.Esquecer nunca foi a melhor forma de dar a volta por cima ,pelo menos naquela situação,eu só tinha que perceber que as pessoas erram e a gente tem que perdoar e ser feliz.Foi o que fiz,mas muiiiiiiiiiiiiiiiito tempo depois...depois de muito choro,muitas reflexões,e sempre com o apoio de pessoas especiais do meu lado.Essa minha história poderia dar até aqueles contos pra criancinha,com uma pobre coitada sofrendo forever e no fim ..pluv é feliz:SÓ QUE NÃO! haha Só quero dizer que entendi tudo que passou,errei também e felizmente cresci.CRESCI!Sempre tive o que quiz,e deixar algo que gostava era ir contra meus princípios,mas igual a frase reflexional ,certas coisas a gente tem passar,pra dar mais valor,pra entender,pra aprender e viver outras coisas,com outras pessoas.Não sei se alguém entenderia tudo que estou dizendo,não sou muito clara com meus sentimentos,com a maneira de escrever,aliás com a forma que expresso ,maaaaaaaaaaaas pra mim ,tudo estar claro demais,sempre agi pela emoção ,pelo coração,aprendi isso com meu pai lindo e querido,e sou feliz assim,muitas vezes as pessoas vão tentar passar por cima,se achar superior,enfim ...mas as vezes a razão pode se perder,mas o coração sempre sabe as respostas,os caminhos a serem seguidos.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

O destino,uma pessoa,um amor,a esperança,a felicidade me fez lembrar deste texto...


DO OUTRO LADO DA TARDE - Caio F.

Sim, deve ter havido uma primeira vez, embora eu não lembre dela, assim como não lembro das outras vezes, também primeiras, logo depois dessa em que nos encontramos completamente despreparados para esse encontro. E digo despreparados porque sei que você não me esperava, da mesma forma como eu não esperava você. Certamente houve, porque tenho a vaga lembrança - e todas as lembranças são vagas, agora -, houve um tempo em que não nos conhecíamos, e esse tempo em que passávamos desconhecidos e insuspeitados um pelo outro, esse tempo sem você eu lembro. Depois, aquela primeira vez e logo após outras e mais outras, tudo nos conduzindo apenas para aquele momento.
Às vezes me espanto e me pergunto como pudemos a tal ponto mergulhar naquilo que estava acontecendo, sem a menor tentativa de resistência. Não porque aquilo fosse terrível, ou porque nos marcasse profundamente ou nos dilacerasse - e talvez tenha sido terrível, sim, é possível, talvez tenha nos marcado profundamente ou nos dilacerado - a verdade é que ainda hesito em dar um nome àquilo que ficou, depois de tudo. Porque alguma coisa ficou. E foi essa coisa que me levou há pouco até a janela onde percebi que chovia e, difusamente, através das gotas de chuva, fiquei vendo uma roda-gigante. Absurdamente. Uma roda-gigante. Porque não se vive mais em lugares onde existam rodas-gigantes. Porque também as rodas-gigantes talvez nem existam mais. Mas foram essas duas coisas - a chuva e a roda-gigante -, foram essas duas coisas que de repente fizeram com que algum mecanismo se desarticulasse dentro de mim para que eu não conseguisse ultrapassar aquele momento.

De repente, eu não consegui ir adiante. E precisava: sempre se precisa ir além de qualquer palavra ou de qualquer gesto. Mas de repente não havia depois: eu estava parado à beira da janela enquanto lembranças obscuras começavam a se desenrolar. Era dessas lembranças que eu queria te dizer. Tentei organizá-las, imaginando que construindo uma organização conseguisse, de certa forma, amenizar o que acontecia, e que eu não sabia se terminaria amargamente - tentei organizá-las para evitar o amargo, digamos assim. Então tentei dar uma ordem cronológica aos fatos: primeiro, quando e como nos conhecemos - logo a seguir, a maneira como esse conhecimento se desenrolou até chegar no ponto em que eu queria, e que era o fim, embora até hoje eu me pergunte se foi realmente um fim. Mas não consegui. Não era possível organizar aqueles fatos, assim como não era possível evitar por mais tempo uma onda que crescia, barrando todos os outros gestos e todos os outros pensamentos.

Durante todo o tempo em que pensei, sabia apenas que você vinha todas as tardes, antes. Era tão natural você vir que eu nem sequer esperava ou construía pequenas surpresas para te receber. Não construía nada - sabia o tempo todo disso -, assim como sabia que você vinha completamente em branco para qualquer palavra que fosse dita ou qualquer ato que fosse feito. E muitas vezes, nada era dito ou feito, e nós não nos frustrávamos porque não esperávamos mesmo, realmente, nada. Disso eu sabia o tempo todo.

E era sempre de tarde quando nos encontrávamos. Até aquela vez que fomos ao parque de diversões, e também disso eu lembro difusamente. O pensamento só começa a tornar-se claro quando subimos na roda-gigante: desde a infância que não andávamos de roda-gigante. Tanto tempo, suponho, que chegamos a comprar pipocas ou coisas assim. Éramos só nós depois na roda gigante. Você tinha medo: quando chegávamos lá em cima, você tinha um medo engraçado e subitamente agarrava meu braço como se eu não estivesse tão desamparado quanto você. Conversávamos pouco, ou não conversávamos nada - pelo menos antes disso nenhuma frase minha ou sua ficou: bastavam coisas assim como o seu medo ou o meu medo, o meu braço ou o seu braço. Coisas assim.

Foi então que, bem lá em cima, a roda-gigante parou. Havia uma porção de luzes que de repente se apagaram - e a roda-gigante parou. Ouvimos lá de baixo uma voz dizer que as luzes tinham apagado. Esperamos. Acho que comemos pipocas enquanto esperamos. Mas de repente começou a chover: lembro que seu cabelo ficou todo molhado, e as gotas escorriam pelo seu rosto exatamente como se você chorasse. Você jogou fora as pipocas e ficamos lá em cima: o seu cabelo molhado, a chuva fina, as luzes apagadas.Não sei se chegamos a nos abraçar, mas sei que falamos. Não havia nada para fazer lá em cima, a não ser falar. E nós tínhamos tão pouca experiência disso que falamos e falamos durante muito e muito tempo, e entre inúmeras coisas sem importância você disse que me amava, ou eu disse que te amava - ou talvez os dois tivéssemos dito, da mesma forma como falamos da chuva e de outras coisas pequenas, bobas, insiginificantes. Porque nada modificaria os nossos roteiros. Talvez você tenha me chamado de fatalista, porque eu disse todas as coisas, assim como acredito que você tenha dito todas as coisas - ou pelo menos as que tínhamos no momento.

Depois de não sei quanto tempo, as luzes se acenderam, a roda-gigante concluiu a volta e um homem abriu um portãozinho de ferro para que saíssemos. Lembro tão bem, e é tão fácil lembrar: a mão do homem abrindo o portãozinho de ferro para que nós saíssemos. Depois eu vi o seu cabelo molhado, e ao mesmo tempo você viu o meu cabelo molhado, e ao mesmo tempo ainda dissemos um para o outro que precisávamos ter muito cuidado com cabelos molhados, e pensamos vagamente em secá-los, mas continuava a chover. Estávamos tão molhados que era absurdo pensar em sairmos da chuva. Às vezes, penso se não cheguei a estender uma das mãos para afastar o cabelo molhado da sua testa, mas depois acho que não cheguei a fazer nenhum movimento, embora talvez tenha pensado.Não consigo ver mais que isso: essa é a lembrança. Além dela, nós conversamos durante muito tempo na chuva, até que ela parasse, e quando ela parou, você foi embora.

Além disso, não consigo lembrar mais nada, embora tente desesperadamente acrescentar mais um detalhe, mas sei perfeitamente quando uma lembrança começa a deixar de ser uma lembrança para se tornar uma imaginação. Talvez se eu contasse a alguém acrescentasse ou valorizasse algum detalhe, assim como quem escreve uma história e procura ser interessante - seria bonito dizer, por exemplo, que eu sequei lentamente seus cabelos. Ou que as ruas e as árvores ficaram novas, lavadas depois da chuva. Mas não direi nada a ninguém. E quando penso, não consigo pensar construidamente, acho que ninguém consegue. Mas nada disso tem nenhuma importância, o que eu queria te dizer é que chegando na janela, há pouco, vi a chuva caindo e, atrás da chuva, difusamente, uma roda-gigante. E que então pensei numas tardes em que você sempre vinha, e numa tarde em especial, não sei quanto tempo faz, e que depois de pensar nessa tarde e nessa chuva e nessa roda-gigante, uma frase ficou rodando nítida e quase dura no meu pensamento. Qualquer coisa assim: depois daquela nossa conversa - depois daquela nossa conversa na chuva, você nunca mais me procurou.